Você é iniciante em criptomoedas? Comece por aqui!


#1

Este é um pequeno guia para quem está iniciando agora no mundo das criptomoedas e não sabe por onde começar. (Está é uma versão inicial do documento e sugestões de mudanças são bem vindas)

Amigo iniciante:

Se você caiu de paraquedas neste mundo de criptomoedas e não consegue entender o valor que tem um bitcoin, tem medo que isto seja uma bolha, que bitcoin não tenha lastro, acha que bitcoin é uma pirâmide para tirar dinheiro de pessoas desavisadas, e tem outras dúvidas similares a estas que são recorrentes de iniciantes, você está no lugar certo.

O jeito “certo” seria começar por onde o Bitcoin realmente teve seu início: O white paper (artigo) de 2008 escrito por Satoshi Nakamoto (figura controversa com identidade até então não totalmente desvendada).

Porém, por se tratar de um sistema evidentemente complexo, este não é um artigo de fácil absorção para iniciantes, mesmo traduzido para o português.

Envolve conceitos computacionais (como chaves privadas e públicas), conceitos matemáticos (para cálculo de estimativa de complexidade) e conceitos de economia (transações financeiras, inflação, unicidade, double spending, etc).

Se você é do tipo que não gosta de estudar a fundo, aqui estão as respostas rápidas para você poder pelo menos começar a se aprofundar no mundo das criptomoedas:

1) Bitcoin tem lastro?

Muitas pessoas (inclusive alguns economistas) acham que é possível desqualificar o Bitcoin fazendo esta pergunta. A resposta é um pouco mais complexa do que um simples sim ou não.

Esta pergunta é similar a perguntar qual é o lastro do ouro. Não faz muito sentido.

Por quê?

Bitcoin É o ativo financeiro, mas ao mesmo tempo tem características de moeda, o que gera muita confusão para quem está tentando encontrar uma comparação de algo que já exista para o Bitcoin.

Assista a este vídeo do Fernando Ulrich para entender melhor esta questão:

2) O que é esse tal de Blockchain?

É a tecnologia/mecanismo proposto no white paper acima para fazer o Bitcoin (e outras criptomoedas) funcionar.

Ele é como se fosse um livro de registro de transações financeiras público e distribuído entre os participantes da rede.

Cada criptomoeda tem o seu próprio blockchain, e portanto sua própria rede.

É claro que para funcionar corretamente como sugerido, há muito mais para se entender do que o explicado brevemente no white paper.

Para você ter ideia, esta é a documentação oficial do blockchain do Bitcoin para desenvolvedores:
https://bitcoin.org/en/developer-guide#block-chain

Se você só pretende usar criptomoedas como um mero usuário, não precisa entender a fundo o funcionamento interno da blockchain. Mas é bom saber pelo menos os conceitos principais, e o porquê ele representa uma revolução.

3) Por que existe mais de uma criptomoeda?

O Bitcoin foi o ponto de partida de tudo: A primeira criptomoeda proposta e desenvolvida.

Como tudo no mundo pode ser melhorado, outras criptomoedas foram criadas para suprir “deficiências” do próprio Bitcoin, e até mesmo fornecer funcionalidades extras.

São estas diferentes características em cada moeda que as tornam únicas e lhes conferem certo valor.

Não se assuste com o número, mas atualmente há cerca de 1170 criptomoedas registradas no coinmarketcap: https://coinmarketcap.com/

Porém, ainda hoje o Bitcoin é sem dúvida a criptomoeda mais forte e difundida, e atua como referência de valor para praticamente todas as outras.

De quebra é bom você saber que as moedas são geralmente identificadas por suas unidades. Assim como o Dolar é USD, e o Euro é EUR:

  • Bitcoin é BTC
  • Ethereum é ETH
  • Litecoin é LTC
  • E assim por diante.

4) O que é mineração:

Assim como no passado se minerava ouro, a blockchain permite que mineradores recebam um “prêmio” por acertar um desafio matemático.

Este “desafio” matemático requer muito trabalho computacional, e a dificuldade deste desafio é sempre ajustada pelo sistema automaticamente, de forma que o tempo necessário para se resolver seja cerca de 10 minutos (para evitar que o surgimento de computadores mais potentes acelere o tempo de mineração).

Como este processo é dispendioso, diz-se que o bitcoin funciona com POW (proof of work), ou prova de trabalho em Português.

O computador (minerador) que acertar o desafio está provando que trabalhou bastante para merecer aquela recompensa, que será paga em bitcoin ao minerador.

Quanto mais se trabalha para conseguir algo, mais este algo tem valor.

Em outras palavras, para se minerar bitcoin você gastará eletricidade (e muita), ou seja, não compensa mais minerar no computador da sua casa hoje em dia.

Quando eu minerava em 2013 já não valia a pena… imagine agora então…

No início eram poucas pessoas minerando, portanto o desafio era mais simples, e maior a probabilidade de ser o minerador premiado.

Quem minerou no começo, acumulou muito bitcoin, porém o seu valor era baixo ou quase nulo, e quem entendeu a genialidade de sistema e guardou seus bitcoins hoje está sorrindo à toa.

Como hoje há muita gente minerando, a complexidade do desafio aumentou muito, de forma que foram criados grupos de mineração (pools): Pessoas que juntam seus computadores para somar o poder de processamento, e dividem o “prêmio” entre si quando acertam o desafio.

Veja que este processo se assemelha muito à mineração de ouro: No passado era fácil encontrar ouro com pouco esforço, mas hoje em dia o esforço para minerar ouro é muito maior. E quanto mais escasso um recurso, a tendência é que seu valor aumente.

Assim como o ouro, o Bitcoin é escasso, pois o sistema foi programado para permitir minerar um limite de 21 milhões de bitcoins. Quando este limite for atingido, não será mais possível minerar, e não há forma de aumentar este limite, o que confere a moeda um caráter deflacionário.

Infelizmente o vídeo a seguir está em inglês, mas resume basicamente o que foi explicado aqui de forma um pouco mais visual:

5) Bitcoin é uma pirâmide financeira?

Tenha isto em mente: Aonde tem dinheiro, tem gente aplicando golpe.

Bitcoin é uma pirâmide? NÃO!
Tem gente montando pirâmides usando bitcoin? Infelizmente sim!

Isto precisa ficar muito claro desde o início.

Criptomoedas são terra fértil para quem gosta de aplicar golpes, principalmente pelo seu alto caráter de segurança, que dificulta bastante o rastreamento.

Porém, não se deve misturar as coisas: Gente mau intencionada existe em qualquer lugar.

Depreciar o Bitcoin por causa de pirâmides que o utilizam é no mínimo má fé.

Pirâmides, crimes e golpes existem utilizando Real, Dolar, e qualquer outra moeda, e nem por isso dizemos que o problema está na moeda em si.

6) E as mineradoras online (cloud mining)?

Inúmeras mineradoras “online” de bitcoins são na verdade grandes esquemas de pirâmide financeira (ponzi schemes).

Muitas até pagam corretamente seus membros no início, para dar a impressão de empresa séria e incetivá-los a proliferar de forma orgânica o esquema, oferecendo ganhos extras ao afiliado que conseguir um novo membro através de um link de indicação.

E esta tática funciona muito bem. Basta procurar qualquer vídeo de mineração no youtube para ver a seção de comentários lotada de gente mandando links de afiliação. Muitos por pura ingenuidade, muitos por má fé mesmo.

Mas… todo sistema de afiliação é por si só um esquema de pirâmide?
Na verdade não!

Se no final da cadeia há a troca do dinheiro por algo de valor (como um produto, ou serviço), eu pessoalmente não vejo problemas. Grandes sites utilizam sistemas de afiliação para vender seus produtos, e não há problema com isso.

É exatamente como comissionamento de corretores de imóveis, ou de uma agência de viagens funciona aqui no mundo real. Os corretores se esforçam para mostrar o valor de um produto, ou gastam seu tempo oferecendo um serviço e são remunerados pelo esforço/tempo dedicado na venda.

Porém, se no final da cadeia só há dinheiro (seja real, dolar, bitcoin ou ethereum)… tenho más notícias para você.

E não se engane, alguns esquemas fingem que estão vendendo um produto para tentar ocultar a sua verdadeira intenção: conseguir mais pessoas para colocar dinheiro no próprio esquema.

De maneira simples: Se alguém te aborda tentando te convencer de que o esquema é bom, em vez de convencer que um determinado produto ou serviço é bom, e se você precisa se envolver/comprometer com a empresa por trás do produto/serviço, há 99% (para não dizer 100%) de chances de ser uma pirâmide.

Quando a empresa atingir um determinado número de membros/lucro, muito provavelmente vai sumir do mapa, pois o negócio é insustentável. É o que já aconteceu diversas vezes.

Quer uma dica? Fuja destes esquemas!

Veja aqui o porquê:

Eu pessoalmente não vejo um motivo sequer para alguém montar uma mineradora de bitcoins e precisar do seu dinheiro, sendo que o resultado da mineração é de fato o dinheiro em si.

Vale lembrar que a complexidade de mineração aumenta com o tempo e com o aumento no número de pessoas minerando, o que significa que os custos de se manter mineradoras (eletricidade e hardware) irá aumentar substancialmente, como tem de fato acontecido durante os últimos anos.

Se você achar um bom motivo para entrar em um esquema deste, vá em frente, mas depois não diga que eu não avisei. Lembre-se da regra de ouro: Não existe almoço grátis.

É por este motivo que qualquer link de afiliação está proibido aqui na Tribo.

Se você quer de fato minerar, associe-se a um pool de mineração, que não te cobra nada, e que irá te remunerar pela quantidade de processamento emprestada pelo seu computador para resolver o desafio matemático. Mas no final do mês, veja se o quanto ganhou pelo menos cobriu o aumento na sua conta de luz. Talvez você finalmente entenda o porquê Bitcoin se valoriza, e o porquê cloud mining é insustentável.

Se souber Inglês, leia um pouco os comentários deste reddit aqui e veja que não sou o único que têm esta opinião.

Gente inocente reportando que duplicou seus ganhos com cloud mining, enquanto o bitcoin em si havia triplicado de valor no mesmo período. Resumo: teria sido melhor comprar bitcoins e não fazer nada.

Enquanto o preço do Bitcoin estiver subindo, talvez você tenha a impressão de estar multiplicando seu investimento, mas na verdade, a maior parte deste lucro que já deveria ser seu devido à valorização da moeda ficou com a mineradora.

E no final das contas, na minha opinião, é só a valorização atual do Bitcoin que têm mantido boa parte destas mineradoras no ar.

Se alguém tentar te convencer a entrar em um esquema desse, e vier acompanhado de um link de afiliação… abra o olho!

Se você tem algum desses amigos “piramidêiros”, mande o link deste post para eles e os ajude a não cair em golpes.

7) O que são as carteiras de criptomoedas?

Primeiramente, o nome carteira na minha opinião é muito ruim, pois confunde muito quem é iniciante.

Por quê?

Bem, nós sempre associamos que uma carteira é o lugar aonde guardamos dinheiro, certo?

Desta forma os iniciantes acreditam que ao criar uma carteira bitcoin no celular ou no computador, os bitcoins estarão lá.

Isto não é verdade.

Os bitcoins não ficam “na” carteira. Seus bitcoins (e todos os outros) estão “na” blockchain, e eles nunca sairão de lá.

Para facilitar o entendimento:

Imagine um cofrinho virtual e transparente que contém uma etiqueta com seu nome colada no lado de fora, e um cadeado para abrir e retirar o dinheiro.

Quando alguém quer depositar dinheiro para você, a pessoa deposita no cofre que tem a etiqueta com o seu nome, e para você mexer no dinheiro de dentro do cofre (ex. transferir para outra pessoa) você precisa abrir o cadeado.

Pelo fato do cofre ser transparente, qualquer pessoa que saiba qual cofre é o seu poderá descobrir quanto de dinheiro você tem lá dentro.

Neste exemplo:
A etiqueta com seu nome é o que chamamos de chave pública.
A chave que abre o cadeado é a chave privada.

Quando criamos uma carteira de bitcoins, estamos na verdade criando um par de chaves: A que identifica sua carteira/cofre (chave pública), e a que abre o cadeado do cofre (chave privada).

A parte mais interessante é que a partir do momento que você cria as chaves, você já se torna dono deste cofre virtual, e poderá enviar seus bitcoins para outros cofres (quando estiver conectado, é claro). E mesmo que esteja desconectado, ainda pode receber bitcoins, pois tudo acontece na blockchain. Para enviar seus bitcoins para outra pessoa, aí você precisa estar conectado, é claro.

Agora a parte mais importante é: Guarde sua chave privada com segurança.

Esta chave privada (assim como a pública) não é nada mais do que uma sequência longa de letras e números, e pode muito bem ser escrita em um papel (também conhecido por paper wallet), ou em formato qr-code.

O que acontece se você perder a chave privada?

Seus bitcoins ficarão presos dentro deste “cofre” virtual eternamente. Há casos de gente que minerou muitos bitcoins lá no início, e perdeu a chave privada. Ou seja: não é possível movimentar os bitcoins do “cofre virtual”. Estão presos lá para sempre (ou até alguém descobrir a chave privada, que é matematicamente improvável).

O que acontece se alguém pegar a sua chave privada?

Esta pessoa poderá movimentar os bitcoins para outra carteria, sem nenhuma chance de você pegá-los de volta.

Resumo: Cuide da sua chave privada.

Sempre que criar uma nova “carteira” de bitcoins (ou seja, um par de chaves), faça o backup da chave privada e assim você garante que se seu computador ou celular pifar, você ainda conseguirá ter acesso aos seus bitcoins.

  • Não digite a chave privada em sites desconhecidos
  • Não deixe sua paper wallet à vista
  • Tenha mais de um backup das chaves (de preferência em lugares diferentes e protegidos)

8) Bitcoin é investimento?

Como foi dito, criptomoedas são ativos financeiros de valor variável totalmente definido pelo mercado.

A volatilidade é muito alta para a maioria das moedas, portanto basta olhar o gráfico de variação para entender que praticamente qualquer criptomoeda no curto prazo apresenta alto risco.

E vale a pena investir? Bem, depende muito do tipo de investidor que você é.

Algumas pessoas por exemplo vivem de fazer trade (trocas) entre criptomoedas: tentam vender na alta e comprar na baixa da cotação.

Se você está começando agora, e nunca fez trade, aconselho fortemente a não fazer isto. Trader é uma profissão séria e requer muito estudo (e tempo).

Geralmente o iniciante que começa a fazer trade sem nenhum conhecimento acaba perdendo todo o dinheiro. Não seja este cara.

Eu particularmente tenho o perfil de holder (o cara que compra e segura a moeda esperando valorizar).
Não gosto de ficar acompanhando cotação o tempo todo.

Nota: Se você vir por aí alguém falando "HODL!", saiba que é um termo no mundo de criptomoedas indicando que você não deve vender e esperar o aumento do preço. (piada com a palavra hold)

9) O que são exchanges?

São casas de câmbio que permitem trocar uma moeda por outra.
Algumas só operam com trocas entre criptomoedas, e outras com trocas de moedas estatais (Dolar, Real) para criptomoedas e vice-versa.

Para comprar Bitcoin aqui no Brasil com Real há algumas opções, como o MercadoBitcoin, FoxBit, ou a BitcoinToYou.

No exterior há inúmeras exchanges que dão a possibilidade de comprar outras criptomoedas com Bitcoins que não são negociadas atualmente nas exchanges brasileiras.

10) O que fazer depois de comprar Bitcoin em uma exchange?

Se sua ideia é comprar bitcoin para guardar (e não fazer trade), a primeira coisa que deve fazer é mover seus bitcoins para uma carteira privada.

Explico:

Ao efetuar uma compra em qualquer exchange seus novos bitcoins aparecerão em sua conta, mas eles são seus somente na teoria. Por que?

Eles estão salvos em uma carteira (aquele cofre transparente) da qual você não possui a chave privada. Esta chave está sob comando da própria exchange.

Enquanto você não mover estes bitcoins para a sua carteira própria (da qual você possui a chave privada), este bitcoins podem simplesmente “desaparecer” caso a exchange feche as portas.

Isto não é fantasia. Diversas casas de câmbio fecharam as portas e levaram os bitcoins de clientes junto. O caso mais famoso é o da exchange MtGox.

Portanto, mantenha o dinheiro em carteiras controladas pela exchange somente quando for necessário: Quando for efetuar troca por outra moeda.

É importante notar que para transferir bitcoins entre carteiras na blockchain, uma taxa é paga aos mineradores da rede. Novamente: Não existe almoço grátis, e é isto que garante o bom funcionamento do sistema.

Lembre-se também que as exchanges vivem do pagamento de taxas, e cada uma pratica valores diferentes.

Resumo: Você vai pagar uma taxa para a exchange para converter de Real para Bitcoin, e mais uma taxa na rede bitcoin para transferir da exchange para a sua carteira privada.

Conclusão

Como você deve ter notado, o assunto é vasto e requer estudo, como tudo nesta vida.
Esta é somente uma introdução para te ajudar a iniciar neste mundo de criptomoedas.

Está acontecendo uma ruptura no sistema financeiro atualmente e recomendo fortemente que você se habitue com os termos e o mecanismo da blockchain, pois ela logo estará presente em muitas outras áreas.

A TriboCrypto foi criada para promover um debate sério e uma abordagem descomplicada sobre criptomoedas.

Queremos construir uma comunidade forte e a participação de todos é essencial.
Crie tópicos, dê sua opinião, contribua positivamente com as discussões e fortaleça a nossa comunidade.

Espero que o conteúdo tenha ajudado.


#2

#3

boa tarde
Thiago, tenho algumas duvidas tem como eu entrar em contato com vc ?


#4

Olá gostei deste portal, pois é muito esclarecedor. Poderia me informar como posso visitar um Datacenter no Paraguay de Blockchain? Pois sou Professor e gostaria muito de apresentar uma tecnologia a meus alunos aqui da região.


#5

Olá!
Acredito que esteja se referindo as mineradoras de bitcoin.
Eu pessoalmente não tenho o contato de nenhuma. Não saberia dizer se permitem visitas. Teria que tentar entrar em contato diretamente com elas.


#6

Bom dia Thiago,

Entendi a que quarda o BTC depois de comprado o ideal é em uma carteira que você possua sua chave privada. A pegunta é;
E deixar o BTC na Blockchain é seguro?

obrigado


#7

Imagino que esteja falando do site blockchain.info. Bem, eu não sei como funciona o mecanismo, mas parece que ele não armazena sua chave privada.

Eu pessoalmente nunca utilizei. Prefiro sempre manter em carteiras offline ou em alguma que eu mesmo gerei a chave. O problema de utilizar carteiras em sites, é que há muito phishing (sites idênticos com o intuito de roubar sua chave privada ou senha). Tem que ficar esperto para não cair em golpes sem querer.


#8

Boa tarde, eu gostaria de saber como seria em caso de uma blockchain para dados, fazer uma rede que tivesse a segurança da blockchain só que utilizando para outras formas que não seriam criptomoedas. Eu teria que pagar os mineradores para criarem a segurança da rede minerando os dados e fazendo a rede crescer? Eu teria que utilizar uma rede diferente da utilizada pelas criptomoedas? Teria como me explicar ao menos superficialmente como seria isso pois não consegui entender essa parte. Obrigado!


#9

Olá Tiago!

Tuas explicações são muito boas!!!

Obrigado


#10

Cara parabéns pelo canal/comunidade, primeiro canal em que alguém explica tudo direitinho (sou da área de computação também).
Tenho alguns grupos e ideias, como faço pra entrar em contato com você? Talvez dá pra sair uma parceria…


#11

Mandei uma mensagem privada aqui pelo próprio forum. Veja se recebeu. (quero testar pra ver se funciona)


#12

@gustavo25, Não sei se você ainda possui essa dúvida, mas segue minha resposta.

Existem projetos de Blockchains para essa finalidade.
Aqui estão dois deles: IPFS e SIACOIN.


#13

boa noite tente encontrar a Coindigt.com, é uma mineradora que fica em Hernandarias - Paraguai


#14

Muito interessante! - Acompanho o seu canal! Parabéns pelo trabalho, realmente esclarecedor para quem quer saber mais afundo o que e como funciona a grosso modo uma blockchain de criptomoedas.


#15

Valew cara pela bela explicação que você postou aqui…minha pergunta é,qual linguagem de programação devo dominar para desenvolver nesse ramo(blockchain/criptomoedas) ?


#16

Olá,
se você for contribuir com algum projeto (tipo o bitcoin), sugiro C e C++.
Se você pretende desenvolver contratos inteligentes para algum blockchain existente, você precisa buscar a linguagem específica que é utilizada no blockchain em questão. No caso do ethereum é Solidity.


#17

Olá criptomaníacos!
Grande Tiago, parabéns pela iniciativa, paciência e empenho nesta dura (eu desconfio que seja gratificante, mas só você pode dizer) tarefa que você abraçou. Também quero participar colaborando de forma positiva. Por coincidência você criou este fórum exatamente na mesma época em que eu decidi dedicar uma parte maior do meu tempo para o estudo deste assunto fantástico. Eu já tinha ouvido falar em bitcoin há algum tempo e o episódio do WannaCry em maio/2017 voltou a despertar meu interesse no bitcoin. A partir de julho de 2017 passei a fazer pesquisas e ler notícias mas foi a partir de outubro/17 que passei a dedicar um tempo maior para este assunto, justamente por ter parado de trabalhar em setembro/17. Nessas pesquisas acabei achando o livro na versão digital do Fernando Ulrich e também passei a assistir os vídeos dele. Quando ele te recomendou não tive dúvidas, fui assistir seus vídeos também. Estou inscrito no seu canal como Enka, mas acho que vou mudar a inscrição para não misturar os assuntos. Abraço.


#18

Olá Criptomaníacos!

Sobre lastro recomendo a leitura do artigo que o próprio Fernando Ulrich escreveu para a Infomoney, lá no vídeo dele tem o link do artigo mas para quem quiser ir direto segue aqui mesmo: http://www.infomoney.com.br/blogs/cambio/moeda-na-era-digital/post/3206256/verdade-sobre-lastro-bitcoin e com relação aos temas lastro, bolha e esquema ponzi tem um artigo publicado no site do Instituto Mises em dezembro/17 por Andrei Eklund intitulado “É bolha! É um esquema Ponzi! Não tem lastro!” - Quais dessas acusações cabem ao Bitcoin? No final, nenhuma : https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2821. Para quem se interessar neste artigo prestem atenção na comparação feita entre esquema ponzi e a nossa previdência (INSS). Tomo a liberdade de comentar sobre o item 10, quando o Tiago fala em “mover” as “moedas” da Exchange (corretora) para a carteira privada, (é o que todas as pessoas conscientes devem fazer) eu entendo o sentido que ele quis dar para a palavra “mover” (dentro do próprio blockchain) mas para iniciantes pode confundir ou induzir para uma conclusão indevida. Acho que pode gerar dúvida no iniciante que não prestou a devida atenção no tópico das carteiras/wallets. Lá o Tiago enfatiza bem a questão das “moedas” não saírem de dentro do blockchain, todavia ao ler por exemplo a frase “… a primeira coisa que deve fazer é mover seus bitcoins para uma carteira privada.” Pode confundir alguém dando a entender que elas podem circular fora do blockchain (do blockchain para o aplicativo do smartphone ou do PC ou da carteira da Exchange para a carteira do comprador. Eu mesmo pensava que era assim até pouco tempo atrás (rsrsrsrs), a associação entre bitcoin e dinheiro físico/digital é bem comum nos iniciantes, acho até inevitável por algumas características do BTC. Uma das formas usuais de aprendizado é associar algo novo com algo que já conhecemos.


#19

Olá Tiago, boa tarde.

Parabéns pelo seu canal, suas explicações são ótimas.

Gostaria de fazer um contato pessoal e falar-lhe sobre uma ideia de negócio que pretendo montar ou se for o caso participar de algum curso específico que possa atender o meu objetivo.

Agradeço pela atenção, um abraço.

Antonio Bezerra.


#20

Durante pesquisas realizadas na internet encontrei uma cartilha basicamente focada em bitcoin. É possível consultar e/ou fazer o download da cartilha no site do Ministério Público Federal:

http://www.mpf.mp.br/atuacao-tematica/ccr2/publicacoes/cartilhas/atuacao-interinstitucional-com-o-bb/cartilha-moeda-digital-versaoatual.pdf/view

É um material básico, para iniciantes, com textos simples complementado por ilustrações bem elaboradas e de fácil compreensão. Foi elaborado em novembro/17, ao todo tem 16 páginas e foi elaborado pela Diretoria de Segurança Institucional do Banco do Brasil. Sempre vale lembrar que o material foi elaborado por um Banco, com o diferencial adicional de ser uma estatal. A área de segurança institucional do Banco do Brasil é responsável basicamente por receber, monitorar e repassar para as demais áreas internas de gestão de crises todos os incidentes de segurança ocorridos no Banco. O material traz um breve histórico sobre o bitcoin, explica conceitos básicos importantes como blockchain e rede P2P, mostra como nascem as pirâmides financeiras e aborda rapidamente a relação entre bitcoin e deep weeb.

Faço apenas algumas atualizações com relação ao tópico “Riscos”, dividido em 5 tópicos. Transcrevi apenas os títulos de cada tópico. O que está escrito em cada tópico é meu comentário baseado no que consta no texto original.

Os fundamentos da moeda podem ser modificados: É controverso, mas o termo “fundamentos” me parece forte demais. Sim, mudanças acontecem no bitcoin, porém faltou dizer que isso só ocorre por consenso, uma questão importante e que não ocorrem modificações com facilidade. Várias mudanças não ocorreram justamente por falta de consenso. Não sei se a comunidade realmente cogitou inflacionar o bitcoin como é citado, mas acredito que isso dificilmente ocorrerá no bitcoin, esse é um dos fundamentos principais que deram origem ao bitcoin (não ser inflacionável). Quando parte da comunidade não concorda pode ocorrer um “fork” que é um dos conceitos que faltou no texto.
Manipulações do funcionamento da rede: Existem grandes mineradores que investiram muito capital nessa atividade. Esse risco no caso do bitcoin é considerado pequeno. Aumenta muito no caso das altcoins. O ataque chamado de 51% tem ocorrido nos blockchains destas altcoins. Não é impossível, mas é improvável que isso ocorra no bitcoin. Uma forma de medir a força computacional direcionada para mineração de bitcoin é através da medição feita nos pools de mineração. Os maiores pools conhecidos de mineração de bitcoin são BTC,com que detém 21,5% do poder de mineração e os outros três são: ViaBTC, BTC.TOP e AntPool que detêm em torno de 12% cada.


Regulação pelo mundo e o firewall chinês: O governo chinês efetivamente tomou medidas contra exchanges e mineradoras. Isso, porém não dividiu nem travou os pagamentos. Mineradores estão se instalando em países como Islândia, Canadá e Estados Unidos descentralizando a mineração e diminuindo esse eventual risco. Quanto a regulação, existem países favoráveis, desfavoráveis e outros que não conseguem fazer uma coisa nem outra como é o nosso caso. Há um certo consenso quanto ao enorme potencial do blockchain (a tecnologia que o bitcoin trouxe para o mundo). Eu sou otimista e vejo imensas possibilidades para o bitcoin, tanto como ativo financeiro ou como meio de pagamento. Mas o tempo responderá.
A ausência de uma autoridade central: Por ser um material que nasceu dentro de uma área de segurança institucional de um banco estatal é natural que este tópico tenha este viés negativo com relação ao bitcoin. Mas vale lembrar que autoridade central e mecanismos de governança não foram suficientes para impedir falências dos bancos (exemplos no Brasil: Banco Bamerindus, Banco Econômico, Banco Rural e Banco Panamericano) sendo o exemplo mais citado e conhecido: Lehman Brothers em 2008. Desde que foi lançado em janeiro de 2009 o bitcoin tem se mantido inabalado e a descentralização aliado a falta de controle central se constituem em pilares sólidos do sistema que não deixaram de funcionar nem por um minuto desde que foi colocado no ar. Para encerrar, com relação a falta de mecanismos maduros de governança, cabe dizer que todo o sistema é imutável, aberto e transparente. Está disponível para quem se dispuser a acessá-lo e auditá-lo a qualquer momento. De que lado estaria a falta de governança?
Eventos mundiais: Qualquer pesquisa séria indicará que o maior volume de dinheiro utilizado para qualquer atividade ilegal é representado pelo Dólar americano. A maioria das pessoas deve ter visto dezenas de malas de Reais guardada em um apartamento na Bahia. O ataque bombástico realizado no ano passado com o uso do vírus “wannacry” que atingiu computadores ao redor do mundo rendeu uma “mixaria” segundo especialistas.
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2017-05-15/ciberataque.html
https://medium.com/hashbrasil/lavagem-de-dinheiro-com-o-bitcoin-é-menor-que-1-de-todas-as-transações-da-rede-ea9457f4d61e
Dependendo do uso até uma caneta pode matar. Dizem que a diferença entre o remédio e o veneno está na dose. Pessoas se suicidam com calmantes. Bitcoin e outras moedas podem ser usadas em atividades ilícitas, tal como dinheiro legal também é usado. Aviões foram usados para o atentado terrorista de 11 de setembro e nem por isso se cogitou a suspensão dos voos ou mesmo o fim da produção de aviões. Ao invés de postergar a regulamentação adiando o reconhecimento do bitcoin como ativo financeiro ou como meio de pagamento as autoridades deveriam editar uma boa legislação, baseada em políticas e princípios gerais que impulsionem o desenvolvimento das tecnologias ligadas ao blockchain. Essa regulamentação em nível global minimizará o impacto de eventos mundiais ligados ao uso das criptomoedas deixando claro o que é crime e o que não é crime.