Vaza jato sobra até para o bitcoin

Sobrou até para o bitcoin. Supostos hackers (russos? chineses? nortecoreanos? nada disso, eram brazucas ou devo dizer paulistas…) que foram pegos com os dedos no teclado (com a boca na botija não combinava aqui) ou melhor que foram presos pela Polícia Federal alegaram que parte do dindin que estava em poder deles é resultado de “negócios envolvendo” bitcoins (podiam ter dito criptomoedas mas deixa pra lá o estrago já foi feito, é bitcoin na veia). Parece que até agora nenhum deles liberou a senha do(s) smartphone(s) e tampouco das carteiras de bitcoins. Porque será heim? Aí sobrou para as Exchanges, afinal alguém tem que pagar o pato né. Na primeira decisão do Juiz Vallisney três grandes Exchanges foram chamadas para prestar esclarecimentos. No dia 26/07 outras sete também entraram na fila e vão ter colaborar. Ao todo, até o momento, estima-se que cerca de mil contas do Instagram foram hackeadas. Dizem que se tudo for “vazado” não sobra um casamento em pé. Deve ter muita gente com insônia por aí. E olha que vazamento hoje é comum. Aliás tem algum vazamento aí na sua casa? Se tiver é melhor arrumar logo para evitar algo maior ou incomodar o vizinho. Dizem que o barato hoje pode sair caro amanhã. Ah, e você ainda está usando Instagram? Fica esperto aí heim. Já recebeu alguma ligação do seu próprio número e não achou isso estranho? Quem é estranho nesse caso? Falando em caso, na casa de um dos supostos criminosos presos foram encontrados cerca de 100 mil reais cash, dindin. grana ou dinheiro vivo, a tal moeda fiat de curso obrigatório, sendo a maioria em notas de R$ 50,00 e algumas outras de R$ 100,00. Ainda não entendi como é que os tais negócios “envolvendo bitcoins” geram dinheiro vivo neste volume. Barracas de feira, pipoqueiro, banca de jornal, aposta do jogo do bicho, hoje em dia quase tudo quanto é comércio tem a tal “maquininha” e os espertos que conseguiram hackear o Instagram (russo né?) fazem os tais negócios com bitcoins em dinheiro vivo? Tem até piada dizendo que se você se negar a dar esmola o pedinte saca uma maquininha dizento que aceita no débito, parcelado, sem juros, etc… A propósito você sabia que a palavra fiat (você não acha que fiat tem a ver com carro ou fósforo né?) entre outras coisas vem do latim e significa “faça-se”, ou seja, dá uma idéia de obrigatório. Acrescentou-se fiat como forma de identificar as atuais moedas que são emitidas sem lastro em relação as antigas que tinham lastro em metais, títulos, etc. As cédulas anteriores a atual fase das moedas sem lastro tinham entre outras coisas como valor e figuras frases como “O portador deste receberá do Tesouro a quantia de…” ou “O valor desta moeda está garantida por Títulos…”. ou algo parecido inclusive com palavras como Tesouro escrito “Thesouro”…vai vendo. Você já viu alguma pesquisa que constata entre outras coisas que Governos não gozam de muita confiança dos pesquisados. Pois é, no entanto, esta mesma população pesquisada não demonstra tanta dúvida no valor impresso numa cédula, que no fundo é garantido pelos Governos que ele diz não confiar tanto assim (sabe aquela coisa de ter um pé atrás…mas quando se trata de dinheiro os dois pés estão na frente…) Será que essa história para em pé?

Primeiro e segundo despachos do Juiz Valliney citando as Exchanges:


Neste vídeo é possível ver cédulas antigas da época em que o dinheiro emitido tinha lastro sendo possível ver dizeres como “No Thesouro Nacional se pagara ao portador desta a quantia de”

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