Aviso: O site, seus controladores, administradores, moderadores e o autor desta postagem não estão indicando ou recomendado a compra ou investimento nos criptoativos citados abaixo e tampouco estão duvidando ou validando a existência dos ativos que garantem a paridade dos criptoativos estáveis (stablecoins) em circulação que estão sendo citados a seguir.
A Receita Federal tinha suspendido a divulgação dos dados relativos a negociação de criptomoedas que ela está chamando de criptoativos, vamos usar esta denominação aqui nesta postagem, mas retomou a divulgação em outubro de 2024.
Separamos os cinco criptoativos mais negociados oficialmente no período de janeiro a maio de 2025, cujos dados foram reportados pelas corretoras/exchanges para a Receita Federal seguindo determinação da Instrução Normativa RFB n° 1.888, de 3 de janeiro de 2019, conforme quadro abaixo:
O campeão disparado entre todos os criptoativos mais negociados pelos brasileiros é disparado o USDT, mais conhecida como Tether, uma stablecoin (criptoativo pareado com algum tipo de ativo “estável”, como por exemplo o dólar norte americano). De janeiro a maio de 2025 o Tether movimentou quase 117 bilhões de reais enquanto o segundo criptoativo mais negociado, o Bitcoin, movimentou pouco mais de 20 bilhões. Vale lembrar que estes valores são referentes a operações, ou seja, compra e venda. O Tether é pareado com o dólar norte americano na proporção 1:1. Isso não significa que para cada USDT existe um dólar físico guardado num cofre na sede da Tether ou depositado em bancos, mesmo que talvez essa tenha sido a ideia quando o Tether foi criado. Na prática é inviável manter bilhões de dólares cash guardados em algum lugar ou depositados em contas bancárias, além do risco de ser roubado existe a velha máxima, dinheiro parado não rende e até desvaloriza.
O token Tether nasceu no blockchain do Bitcoin usando o protocolo Omni Layer que permite a criação e negociação de criptoativos e tokens personalizados. As transações realizadas na camada Omni Layer são registradas no blockchain do Bitcoin. A expressão camada é usada para indicar que o protocolo opera sobre a camada principal do Bitcoin. Atualmente os tokens Tether são emitidos em diversos blockchains tais como: Ethereum, Solana, Polkadot, Ton, Algorand e EOS. O whitepaper do Tether foi publicado em janeiro de 2012. O lançamento foi em 2014 quando foi batizado oficialmente de Tether, anteriormente era chamado de Realcoin. Como ocorre com vários criptoativos que nascem aos montes todos os dias a identificação exata dos sócios ou controladores e as respectivas sedes legais destas empresas são confusas. Aparentemente a Tether é controlada pelos mesmos sócios da Exchange/corretora Bitfinex, que também foi criado em 2012. O local indicado em vários artigos como sede da Tether é Hong Kong, talvez porque também é o local costumeiramente citado como sede da Bitfinex. Outros indicam as Ilhas Virgens Britânicas, que é indicada como sede da iFinex Inc. Seja um país ou outro, tudo indica que o real controlador da Tether é a iFinex Inc. que por sua vez também controla a Bitfinex. Para quem estiver interessado em mais detalhes sobre o surgimento e alguns eventos importantes ao longo da história do token Tether existe um extenso material disponível na internet, como por exemplo na wikipedia (link abaixo).
A questão da paridade que é propagada inclusive no meio “especializado” como fator de confiança tem que ser olhada sob a ótica do ativo pareado, no caso do USDT a estabilidade do preço deve ser conferida em dólares. Ao longo do tempo, em dólar, um USDT oscilou mais ou menos entre USD 0,98 cents e USD 1,01. Em reais existe a questão cambial que acaba fazendo com que o preço acabe oscilando de forma mais elástica. Ao longo do tempo, em reais, um USDT oscilou mais ou menos entre R$ 3,65 e R$ 6,18. Comparando os mesmos períodos mostrados no gráfico a variação do Tether não chegou a 0,40% enquanto em reais houve uma valorização de mais de 43%. Essa variação ocorre por causa da questão cambial entre dólar e real. Vale a pena ficar atento para esse tipo de detalhe se eventualmente houver interesse na compra desse tipo de criptoativo. De qualquer forma a compra de USDT transforma reais num criptoativo muito mais estável que minimiza riscos de uma eventual oscilação negativa numa hora indesejada, quando eventualmente houver necessidade de vende-los.
Os prints parciais acima foram pesquisados e retirados em 17 08 2025 de: https://www.google.com/
A empresa BDO Italia SpA, com sede em Milão (Itália) é responsável por auditar (conferir) a existência das reservas atreladas aos tokens Tether. Contabilmente quando um token é emitido ele se torna um passivo da empresa e a contrapartida desse passivo deverá estar no ativo. O papel da BDO é fazer essa conferência e emitir relatórios periódicos atestando o cumprimento da regra 1:1. No caso específico do Tether, de acordo com a BDO elas são compostas por diversos tipos de ativos tais como: títulos do governo dos EUA, dinheiro físico, Bitcoin, metais preciosos etc. todos com valor em dólar. De acordo com o último relatório de auditoria o valor dos ativos mantidos como contrapartida para os Tethers emitidos é adequado, tais ativos excedem o valor do passivo da Tether em mais de 5.4 bilhões de dólares.
Print parcial acima foi pesquisado e retirado em 17 08 2025 de: https://assets.ctfassets.net/vyse88cgwfbl/2SGAAXnsb1wKByIzkhcbSx/9efa4682b3cd4c62d87a4c88ee729693/ISAE_3000R_-_Opinion_Tether_International_Financial_Figure_RC187322025BD0201.pdf
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