Merge do ETHEREUM foi concluída em 15/09/2022

Não poderíamos deixar de registrar um dos acontecimentos mais esperados do universo cripto. É um processo que teve início há bastante tempo, entre outras questões por se tratar de uma mudança radical num dos principais pilares (ou camada de consenso) de um Blockchain. Ao longo do tempo muitos chegaram a duvidar do sucesso desta empreitada, mas não se deve duvidar de algum projeto que conta com o envolvimento de um cara chamado Vitalik Buterin, ele faz acontecer. Hoje, por volta das 06:42 UTC ou 03:42 no horário de Brasília foi minerado o histórico bloco 15537393. O nome merge que podemos traduzir como “fundir” indica que existiam duas correntes ou Blockchains Ethereum andando em paralelo. Existia a rede principal ou mainnet e tinha sido criado a rede paralela Beacon. Com a fusão o Blockchain principal do Ethereum, que passa a ser único, trocou o PoW - Proof of Work para PoS - Proof of Stake. De acordo com postagem do Vitalik Buterin no twitter essa troca reduz em 0,2% o consumo mundial de energia elétrica. Nos tempos atuais onde a sombra da crise energética paira principalmente sobre a Europa é uma notícia no mínimo interessante para o ecossistema do Ethereum.
Enquanto escrevo esta postagem tinham sido minerados 15539360 blocos, ou seja, “aparentemente tudo correu bem” e a vida segue. Não encontrei nenhuma notícia relatando algum tipo de problema a não ser os que comemoram o sucesso da fusão. O preço do ETH caiu um pouco durante as últimas 24 horas mas nada espetacular ou preocupante. Ao que parece, o Ethereum vai seguir firme e forte, gastando menos energia.
Uma das questões que vale a pena ficar atento é quanto a um possível hardfork que poderia ocorrer com alguns mineradores mantendo a corrente principal do Ethereum funcionando com o PoW - Proof of Work.
Quem tem Ethereum deve ficar atento para possíveis e eventuais golpes que podem ser criados dizendo que se você tem Ethereum precisa fazer isso ou aquilo por causa da fusão. Não caia nessa.

ETH merge twitter vitalik
Imagem retirada de: https://twitter.com/VitalikButerin/status/1570306185391378434

Link para a notícia:

Se lembrarmos e se o mundo ainda existir daqui a um ano … vamos tentar relembrar como era o Ethereum em 15/09/2022 e se possível comparar alguns dados lá no futuro com estes que seguem abaixo:

Consumo total de eletricidade:

Consumo total de energia x Chile x pegada de carbono e consumo de energia de uma transação e respectiva pegada de carbono:

Fonte: Os prints acima foram retirados em 15/09/2022 do site:

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Vitalik é o cara, mas a questão é: o quanto que a Ethereum é descentralizada?

Apesar de gostar muito da Ethereum, ultimamente sempre me vem a cabeça o argumento dos maximalistas de que, tirando o Bitcoin, todos os demais protocolos não passam de iniciativas privadas criando novas moedas, blockchains e decidindo o curso a ser tomado. Bem ou mal, o Vitalik e a Ethereum Foundation são a prova disso.

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Sim, o Ethereum não é centralizado e esse é um dos motivos pelos quais avança tão rapidamente implementando tantas mudanças quanto seus criadores acham necessários ou pertinentes. Um dos motivos pelos quais o Bitcoin inspirou confiança foi justamente o fato dele ser vacinado contra tentativas de tomada de controle, os que quiseram e tentaram acabaram criando a sua própria criptomoeda e no geral, ficaram pelo caminho com algumas exceções. Sem abraçar um modelo ou outro prefiro acompanhar com curiosidade. São dois modelos completamente diferentes mas que até aqui estão se provando viáveis, cada um com seu formato.
A principal e para mim a maior vantagem do modelo descentralizado é o fato dele não ter e não depender da imagem de alguém como o Vitalik. Como seria o Ethereum sem o Vitalik? O bitcoin sem Satoshi é o que é (obs.: não estou comparando os dois).

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