Mensagem de Final de Ano - 2021

Esta postagem caberia numa única e simples frase que é falada e escrita praticamente em todas as línguas conhecidas pelo mundo afora nesta época do ano. Feliz Natal e Próspero Ano Novo. Simples assim.

Todavia o nosso propósito ao ocupar este espaço não é exatamente fazer mais do mesmo. Tentamos fazer diferente para que a ocupação do espaço não seja apenas e tão somente isso, mera ocupação de espaço. Além da manifestação protocolar e adequada para esta época e que já foi declarada no primeiro parágrafo seguimos adiante para os que eventualmente tenham alguns minutos do seu precioso tempo para desperdiçar. Aliás tempo é dinheiro ou tempo é tempo e dinheiro é dinheiro?

Não importa se somos cavaleiros do apocalipse tentando carregar quem dá mole para o fim dos tempos, se vivemos iludidos numa bolha qualquer ou tentamos viver a vida como ela é de forma civilizada. Em qualquer cenário o tempo passa. Mais um ciclo chega na sua etapa final para recomeçar logo ali adiante, daqui a alguns dias. É com base nos ciclos que contamos a passagem do tempo em segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos, décadas e séculos. Essa contagem recomeça em algum ponto porque foi criado a partir de outro ciclo, o solar que serve como base para o nosso calendário gregoriano instituído pelo Papa Gregório XIII por volta de 1582. Existem outros calendários, como por exemplo o chinês que é muito mais antigo e mescla o ciclo solar com o ciclo lunar.

Apesar deste ciclo solar servir como base para quantificarmos a continuidade transitória das nossas vidas, infelizmente o nosso ciclo de vida não tem um recomeço infinito (menos para quem acredita no contrário, se bem que alguns explicam a reencarnação como uma espécie de continuidade e não como um recomeço), em algum momento da linha do tempo o ciclo acaba de forma natural como esperamos que seja ou de forma inesperada como não queremos que aconteça. Seja por necessidade, mero acaso ou mesmo por escolha de se expor (aos riscos) como acontece neste momento com a COVID-19 muitos ciclos de vida acabaram antes e infelizmente não era o momento natural.

Aproveitamos este espaço para deixarmos registrado a nossa solidariedade com todos aqueles que perderam alguém no momento errado do ciclo de vida.

Quem sobreviveu e tem consciência dos tempos difíceis que estamos vivendo sabe que a crise é grave e como sempre os mais necessitados pagam caro, sofrendo física e moralmente os danos da falta de esperança, da falta de comida, da falta de empregos, da falta de vergonha, enfim faltam muitas coisas. Infelizmente lá no fim deste período social e econômico conturbado que deve e precisa acabar encontraremos boa parte da sociedade machucada, dividida e distante da “utopia” que sempre sonhamos e da qual sempre nos afastamos, que é uma sociedade desenvolvida, justa, igual, confiável e acima de tudo que ofereça um mínimo de dignidade para todos que vivem neste país ao invés de oferecer apenas e tão somente os restos ou pedaços de uma sobrevivência sem nenhuma dignidade. Neste caminho a parte humana do ser perde a razão de ser, se é que me entendem.

Atribuem ao Barão de Itararé a seguinte frase: “As consequências vêm depois”. Pablo Neruda deu uma sofisticada: “Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências” e tem o ditado popular: “Quem espalha vento colhe tempestade”. Os ciclos vão passando enquanto seguimos colhendo e pagando o preço, ou arcando com as consequências, daquilo que plantamos em ciclos anteriores.

Costumamos fechar o ano desacelerando e tentando escapar um pouco desse mundo das cryptos postando um ou mais vídeos sobre Natal e Ano Novo, que não tem nada a ver com o tema principal deste espaço, mas neste final de ano escolhemos vídeos que tem a ver com o momento atual.

O primeiro vídeo é um clipe com imagens que ficarão registradas para sempre na história, uns resistiram, outros se resignaram, mas boa parte entendeu, cada um com seus motivos (justos ou não) mas que tem o meu respeito (respeitando, mas discordando), torcemos para que estas imagens não se repitam nos próximos anos e esperamos que tudo volte ao normal. Quem não gostar da trilha sonora “brega” pode tirar o som, mas acho que tem mais impacto juntar dois sentidos: audição e visão.

As imagens, o nome e a letra oferecem muitas reflexões caso queira ir mais fundo no “momento reflexão”. “Another Day In Paradise” em versão instrumental de Joslin:

E para encerrar (… é verdade …) reafirmando meu interesse por frases trago uma que é atribuída ao filósofo pré-socrático Heráclito de Éfesos que diz mais ou menos o seguinte: “não pisamos duas vezes no mesmo rio”. O professor, escritor e cientista Marcelo Gleiser fala sobre Heráclito e sobre a frase no vídeo abaixo:

A cantora chinesa Jiang YiQiao resgata esta linha de pensamento declamando um texto que segue neste caminho [em mandarim], antes de cantar a música Yesterday (dos Beatles, certas coisas entregam a idade…) em dueto com o cantor Wakin Chau. Ele também é o autor da música chinesa que eles cantam na parte final do vídeo, depois que a dupla termina de cantar Yesterday. A letra da segunda música é sobre casamento e explica o vestido que aparece no meio do vídeo causando certo alvoroço na plateia. Em tradução livre e possivelmente cheia de erros o trecho declamado na abertura diz mais ou menos o seguinte: “O tempo é como a água de um rio, assim que passa não volta. Nós tentamos guardar as marcas importantes, suaves e delicadas que ficaram no passado. Segurando e preservando tanto quanto possível esses sentimentos mistos de tristeza e alegria para sempre em algum lugar na memória, junto com tantos outros que ficaram no passado. Mas, temos que encarar e seguir em frente, não se aborrecendo, nem olhando para trás”.

Nota 1: A tradução foi feita com ajuda do site: Yabla.com. O cabelo raspado e a magreza da cantora nada tem a ver com câncer, não se trata de um pedido de namoro ou casamento entre os dois, eles estão em dupla por causa do formato do programa de TV que reúne um cantor em início de carreira, no caso ela e outro cantor mais consagrado, no caso ele numa espécie de mistura de gerações. O “Y” do microfone é mera coincidência com o nome da música, trata-se do formato do programa onde cada um sai caminhando de um portal e se reúnem mais a frente no palco.


Imagem: TriboCrypto

Nota 2: Se por acaso você é daqueles que usam fone mixuruca comprado na esquina para ouvir música eu deixo uma sugestão de playlist com indicação de fones de qualidade em várias faixas de preços sugeridos pelo Leo do canal Mind The Headphone. Designer por formação, audiófilo por paixão e empreendedor por vocação, ele fundou a Kuba Discos que produz fones de alta qualidade a preços justos (se bem que a cotação do dólar torna qualquer preço de produto que tenha peças importadas muito injusto). Vai por mim, ele entende desse ramo entre outras coisas porque é um cara apaixonado pelo assunto. A propósito, nos tempos atuais quando a questão da sustentabilidade está na moda vale a pena saber que o fone Kuba é inteiramente intercambiável, ou seja, qualquer peça que quebrar pode ser substituída não sendo necessário descartar o fone e comprar outro. Atualizações podem ser feitas comprando-se apenas as novas peças, esse é um dos lemas da Kuba Discos. Fica a dica para se presentear ou para fazer algum sobrevivente bem feliz.

Site Yabla que foi usado para fazer a tradução do mandarim: https://chinese.yabla.com/

Sugestão de playlist de fones x preços do canal Mind The Headphone: HALL DA FAMA MTH: até R$200 - YouTube

Site da Kuba Discos: Kuba Áudio - Disco

Vídeo sobre o mais recente lançamento da Kuba:

Editado em 17/12/2021

Para quem curte uma pegada mais filosófica sobre final de ano e passagem do tempo o vídeo abaixo pode ser interessante. Minha reflexão pessoal foi escrita e publicada antes.

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As diferentes religiões nos mostram diferentes contagens do tempo.

A filosofia nos diz que não existe passado ou futuro, somente um presente infinito.

A física nos diz que o tempo é relativo e pode passar mais devagar dependendo da sua velocidade.

A astronomia conseguiu uma enorme façanha: resolveu um complexo quebra-cabeças que unisse nascer e por do Sol, as fases da Lua, as estações do ano e a passagem nas constelações do zodíaco de uma maneira que os ciclos se encaixassem. Isso só foi possível graças ao real entendimento do tempo em relação aos movimentos da terra (em torno do próprio eixo e do Sol) e é claro, usaram um “jeitinho” de dar inveja aos brasileiros, de ter meses e anos de tamanhos diferentes.

Nós contamos o tempo de vida a partir do nosso nascimento, em algumas culturas a partir da nossa geração ainda no ventre de nossas mães.

Psicologicamente falando, se você tem 1 ano de idade, o próximo ano corresponderá a mais 100% do seu tempo de vida. Se você tem 100 anos, o próximo ano corresponderá a somente mais 1%.

Resumindo, o tempo é uma grande invenção da humanidade, que tem diferentes durações sob diferentes perspectivas, mas independente do seu jeito de interpretar a vida e contar o tempo, aqui ficam meus votos de muita paz, amor, realizações e muita alegria a todos!

Um ótimo 2022 a todos e a todas as famílias!!

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