IA - Inteligência Artifical pode ser mais uma bolha

Seguimos observando esse universo das IA’s e o enorme apetite por recursos tanto naturais (água) como financeiro (dindin). Hoje, 10/02/2026 saiu uma notícia sobre uma captação de 20 bilhões de dólares feita pela Alphabet Inc. (leia-se Google). A notícia publicada no site Bitcoin News (link abaixo) ainda relata que a soma prevista de gastos (ou investimentos dependendo da ótica) das 6 grandonas deste setor (Amazon, Alphabet, Meta, Microsoft, Oracle e Apple) deverá atingir uma faixa entre 500 a 650 bilhões de dólares. Fazendo uma conta rápida considerando a faixa inferior de 500 bilhões de dólares, se não erramos na conta, a cifra em reais gira em torno dos 2.6 trilhões de reais. O último PIB do Brasil disponível no site do IBGE é de 2024 e totalizou 11.8 trilhões de reais. Uma pequena e simples amostra do abismo que nos separa diz que apenas 6 empresas de tecnologia dos EUA devem gastar (ou investir) neste ano cerca de 1/5 do nosso PIB de 2024 que é composto por todas as nossas empresas. De acordo com o site do IBGE o último dado disponível é referente ao terceiro trimestre de 2025 e o montante total do nosso PIB em 3 meses foi de 3.2 trilhões de reais. Comparando com a faixa superior do gasto (ou investimento) previsto para este ano das 6 grandes do mundo das IA’s que é de 650 bilhões de dólares temos algo em torno de 3.3 trilhões de reais. Isso nos diz que o gasto (ou investimento) de apenas 6 empresas dos EUA que investem pesadamente em IA pode representar um montante equivalente ao nosso PIB do terceiro trimestre de 2025 (último dado disponível).

Para além das perspectivas imensas que as IA’s nos oferecem e do grande salto tecnológico indiscutível que as IA’s estão proporcionando para o mundo todo temos o outro lado. Será que esse montante todo que já foi investido e que ainda está sendo investido terá o devido retorno? Existe a possibilidade de emissão de títulos (captação de recursos) com prazo de vencimento de 100 anos conforme consta na reportagem completa desta notícia. Certamente o mercado secundário poderá girar estes títulos de longuíssimo prazo, a dúvida é quanto valerão daqui a 50 ou no limite daqui a 100 anos estes títulos. A ver se uma empresa de alta tecnologia que eventualmente vier a emitir papéis com vencimentos tão longos ainda estará de pé daqui a 100 anos ou se os “visionários” investidores vão morrer com títulos desvalorizados nas mãos.

Link para a notícia completa:

Site do IBGE:

Atualização em 25/02/2026, notícia publicada no site Brazil Journal, link abaixo: