A Psicologia, o Prêmio IgNobel, o Suco de Limão e o Especialista

Em tempos de quarentena sobra algum espaço para ler livros e textos que talvez não chegassem até as nossas mãos, dedos, olhos e mentes. Um desses textos é de um professor americano chamado Tom Nichols com o título A Morte do Especialista , cujo título original é The Death Of Expertise publicado no site thefederalist . Nesse texto acabei encontrando referência a um paper que talvez muitos conheçam, eu particularmente não conhecia. Os autores desse estudo científico no campo da psicologia são Justin KRUGER e David DUNNING e o título original é Unskilled and Unaware of It: How Difficulties in Recognizing One’s Own Incompetence Lead to Inflated Self-Assessments que em tradução livre é mais ou menos o seguinte: “ Como Pessoas Não Qualificadas e Sem Consciência Dessa Condição Tem Dificuldade Para Reconhecer a Própria Incompetência e Superestimam Suas Habilidades”. O estudo foi publicado em 1999 no Journal of Personality and Social Psychology e não foi levado a sério. No ano seguinte, em 2000 foi “premiado” com o IgNobel, cujo lema é pesquisas que nos fazem rir antes de pensar. Eu acabei “trombando” com estes textos enquanto faço um esforço para entender o incrível aumento na quantidade de investidores que estão se cadastrando na B3 (Bolsa de Valores) nos últimos tempos. Me parece que existe algo além do efeito queda na taxa Selic. De 2000 a 2017 entraram na Bolsa 9 mil investidores, se eram cerca de 610 mil em 2000 chegaram a 619 mil em 2017. Em 2018 pulou para 813 mil, em 2019 saltou para 1.681 milhão e até o mês de maio de 2020 já existiam 2.4 milhões de contas cadastradas e aptas a operar na B3 (Bolsa de Valores). Mas essa evolução é tema para outra hora, talvez quando mentes acostumadas a gráficos em linha reta finalmente percebam que os gráficos de rentabilidade na renda variável…não são retas ascendentes e infinitas…ou que o tombo e as feridas são maiores quanto mais alto estivermos. São duas partes para não cansar muito.

1 – O efeito Dunning-Kruger

Duas agências bancárias foram roubadas no dia 19 de abril de 1995 na cidade de Pittsburgh, lá nos Estados Unidos. O destemido assaltante empunhava uma pistola, mas não usava um acessório comum e obrigatório desde o tempo em que se assaltavam diligências no velho oeste, uma máscara para cobrir parte do rosto para impedir o reconhecimento, ou seja, praticou o crime sem se preocupar com as câmeras de vigilância. Isso seria sinal de coragem ou de burrice? O autor dessa proeza, é um cidadão americano que tem nome e sobrenome, é McArthur Wheeler , tinha 45 anos na época, 1,80m de altura e que pesava cerca de 120 quilos. O espertão foi localizado e preso na casa onde estava logo depois que sua imagem capturada pelas câmeras de vigilância dos bancos foi exibida no jornal local e alguns vizinhos o reconheceram e “dedaram”. A parte interessante deste evento aconteceu depois da prisão, quando a polícia lhe mostrou as imagens dos vídeos onde era possível ver claramente que ele era o assaltante. Incrédulo Wheeler pronunciou a frase que depois se tornou conhecida no campo dos estudos comportamentais: “ But I wore the juice ” (em tradução livre: Mas eu usei suco ”. O suco, no caso, era de limão. Calma aí, se você não conhece a história não tire conclusões apressadas achando que ele levou um copo de suco de limão e ameaçou os funcionários com suco de limão ou com um suco envenenado, não aconteceu nada disso. O suco de limão tinha sido usado para cobrir o seu rosto. Pois é, quem não sabia ficou sabendo agora que entre outras propriedades químicas o limão tem uma característica especial que é o de ser uma tinta invisível. O “esperto” acreditou que passando suco de limão no rosto ficaria invisível para as câmeras de vigilância, desde que não se aproximasse de uma fonte de calor. Exposta a uma fonte de calor a tinta perde a invisibilidade. Conforme citação do paper já dizia Charles Darwin que a ignorância gera confiança. Essa questão é estudada pelos psicólogos como metacognição. Existem pequenas nuances conceituais, mas em resumo bem “tosco” metacognição é o estudo do processo de aprendizado nos seres humanos (que se inicia em torno dos três anos de idade). Avançando mais um pouco, além de aprender é preciso saber monitorar, avaliar e descrever o processo, ou seja, ter percepção do resultado que vai ser obtido a partir do que foi aprendido e comparar com os seus pares conseguindo perceber em que nível está posicionado.

No campo da psicologia esse caso real de assalto a banco deu origem a uma pesquisa que ficou conhecido como o efeito Dunning-Kruger . O estudo começa fazendo referência aos dois assaltos praticados por Wheeler . Em resumo é um estudo que concluiu o seguinte: pessoas com poucas habilidades superestimam suas próprias capacidades, estas pessoas têm dificuldade para reconhecer a sua própria falta de habilidade. Esse estudo também concluiu que o contrário também ocorre, ou seja, pessoas que realmente possuem habilidades e conhecimentos tendem a subestimar sua capacidade, tendem a achar que os outros pares estão mais ou menos no mesmo nível dele.

O professor de psicologia social da Universidade de Cornell David Dunning não acreditou nessa história do suco de limão na cara e convidou um aluno ( Justin Kruger ) para realizar um estudo para tentar esclarecer se os dados comprovariam ou negariam essa hipótese onde a própria incompetência impede que a pessoa tenha consciência disso. O estudo não foi levado a sério quando foi publicado, sendo inclusive agraciado com o prêmio Ignobel hoje em dia mostra-se cada vez mais merecedor da nossa atenção e reflexão.

A pesquisa foi feita com grupos de alunos universitários americanos que foram questionados sobre seu grau de competência em gramática, raciocínio lógico e humor. No caso do humor que avaliava habilidades sociais os alunos participantes davam notas para diversas piadas classificando-os dentro de uma escala. O resultado foi comparado com avaliações destas mesmas piadas que tinham sido submetidas para comediantes conhecidos fazerem as suas avaliações (classificação de especialistas). Avaliar alguém com base no seu maior ou menor entendimento de uma piada não é exatamente um critério de alta confiabilidade. Para isso existem os testes de lógica para os quais existem respostas certas ou erradas.

Outra etapa da pesquisa com utilização de testes lógicos foi feita com um grupo de alunos que foram colocados numa sala e responderam 20 questões envolvendo raciocínio lógico retirados do teste LSAT ( Law School Admissions Test – Teste de Admissão para Faculdades de Direito). Em seguida foi pedido a cada participante três coisas: comparar sua capacidade geral de raciocínio lógico com a de outros alunos de psicologia, indicar como seria a sua pontuação em relação aos demais participantes e quantas perguntas eles achavam ter respondido corretamente.

O terceiro estudo foi realizado em duas fases. A primeira fase replicou as regras dos dois primeiros estudos desta vez no campo da gramática (capacidade de produzir e reconhecer documentos escritos em conformidade com uma norma, no caso a ASWE – American Stardard Writing English . A segunda fase excluiu os participantes classificados na média e chamou de volta os participantes da fase um desta etapa que estavam abaixo e acima da média. Cada participante recebeu cinco testes de outros alunos participantes do estudo que tinham obtido um desempenho próximo para indicar se a resposta estava certa ou não. Depois cada um recebeu seu próprio teste para reavaliar sua capacidade e desempenho no teste em relação aos colegas. Como nas outras etapas cada um estimou o número de respostas certas que tinha dado.

O quarto estudo foi realizado em duas etapas no campo do raciocínio lógico. A primeira fase basicamente foi igual as demais e o resultado também. Para a segunda fase desta quarta etapa uma parte ou grupo de alunos que apresentou um baixo desempenho foi submetido a um treinamento. O objetivo era avaliar se após receberem um treinamento estes alunos aumentariam seus conhecimentos e como iriam avaliar seu próprio desempenho.

O estudo, no geral, concluiu que incompetentes não reconhecem sua própria incompetência, não reconhecem a competência dos outros e que existe uma diferença entre aqueles que estão enquadrados no grupo dos que tem a ilusão da superioridade e aqueles que estão no grupo dos que sofrem da síndrome do impostor. As pessoas efetivamente incompetentes não aceitam opiniões contrárias ou feedbacks . Por outro lado, existem pessoas realmente competentes, mas que acham que os outros são tão ou mais competentes do que ele. Quanto mais conhecimento alguém possui mais dúvidas passa a ter. Pessoas dos dois grupos são capazes de reajustar a sua própria percepção sobre a sua competência melhorando sua autoavaliação (subestimada ou superestimada) quando recebem feedbacks adequados.

De acordo com os autores o estudo foi conduzido com base nos reflexos de uma doença conhecida como anosognosia , doença que causa paralisia do lado direito do cérebro que por sua vez paralisa o lado esquerdo do corpo. Qualquer coisa que se peça para alguém fazer com a mão esquerda e que tem este tipo de doença não consegue explicar porque não consegue fazer o que foi pedido e dão diversas explicações (cansaço, não entenderam, etc.) mas nunca dizem que sofrem de paralisia. No caso do estudo a conclusão é na mesma linha, ou seja, pessoas incompetentes tem desempenho ruim e são incapazes de reconhecer que seu desempenho não é bom. O estudo sugeriu que a maneira de fazer alguém reconhecer sua incompetência é torná-lo competente. Para tornar alguém competente antes de tudo é preciso qualificá-lo para que ele possa ter percepção real do quanto pode fazer e entregar. A partir daí estas pessoas tendem a evoluir e deixam de superestimar sua condição deficiente em relação as outras pessoas mais qualificadas. Pior do que ter um desempenho ruim é não perceber essa condição. Os que tem bom desempenho, por outro lado, acham que seus pares sabem tanto quanto eles e superestimam o desempenho dos seus colegas, mesmo que esse desempenho seja ruim. Neste caso a percepção se ajusta e melhora quando tomam conhecimento do resultado ruim obtido pelos outros.

Para alcançar o sucesso muitas coisas devem se alinhar favoravelmente, a pessoa precisa ter qualificação, empenhar-se na busca do sucesso, contar com algum grau de sorte etc. Por outro lado, um único detalhe pode contribuir para o insucesso.

Transcrevo a seguir um resumo do estudo em tradução livre: “As pessoas tendem a ter visões excessivamente favoráveis de suas habilidades em muitos domínios sociais e intelectuais. Os autores sugerem que essa superestimação ocorre em parte porque estas pessoas que não são qualificadas nesses domínios apresentam dois problemas: essas pessoas não apenas chegam a conclusões erradas e fazem escolhas infelizes bem como essa sua incompetência lhes tira a capacidade metacognitiva de perceber essa deficiência. Os autores realizaram quatro estudos onde descobriram que os participantes que pontuaram no quartil inferior em testes de humor, gramática e lógica superestimaram bastante seu desempenho e capacidade nos testes. Embora a pontuação obtida nos testes colocasse o participante no 12.º quartil estimaram estar no 62.º. Várias análises vincularam esse erro de calibração a déficits na habilidade metacognitiva ou à capacidade de distinguir o certo do errado. Paradoxalmente os autores concluíram que melhorando as habilidades dos participantes e por consequência aumentando a sua competência metacognitiva ajudou os participantes a reconhecerem as limitações de suas habilidades.”

Link para o texto original: http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.64.2655&rep=rep1&type=pdf

Vídeo da Jornalista Madeleine Lacsko:

Vídeo sobre tinta invisível:

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2 – A Morte do Especialista

Tom Nichols publicou um artigo em 2014 no site thefederalist com o título The Death Of Expertise em tradução livre A Morte do Especialista. Este artigo deu origem a um livro publicado em 2017 com o mesmo nome acrescido do subtítulo: The Campaign Against Established Knowledge And Why Is Matters em tradução livre A Campanha Contra o Conhecimento Oficial e Porque Devemos nos Preocupar . O artigo é uma espécie de resumo do que é tratado com muito mais detalhes no livro. Em tradução livre o primeiro parágrafo do artigo diz o seguinte: “ Eu sou (pelo menos acho que sou) um especialista. Não em tudo, eu me considero um especialista em uma área específica do conhecimento humano, o das ciências sociais com especialização em políticas públicas. Quando eu expresso a minha opinião sobre ciências sociais e políticas públicas espero que a minha opinião tenha mais peso do que a opinião da maioria das outras pessoas que não são especialistas em ciências sociais e políticas públicas”.

Tom Nichols tem alguns livros publicados sobre relações internacionais, sobre a Rússia e sobre armas nucleares. É professor do Colégio Naval e dá aulas em alguns cursos de extensão em Harvard. Também trabalhou como assessor para assuntos de defesa e segurança do Senador John Heinz da Pennsylvania e foi membro de alguns centros de estudos e de conselhos universitários.

Ainda no início do texto Nichols diz em tradução livre: “ Ter direitos iguais não significa ter talentos, habilidades ou conhecimentos iguais. Certamente, isso não significa que a opinião de todos sobre qualquer coisa é tão boa quanto a de qualquer outra pessoa . No entanto, isso agora está sendo considerado como crença de um número razoável de pessoas, apesar de ser um absurdo óbvio ”. Em seguida ele pergunta: “ O que está acontecendo aqui ?”, lembrando que o artigo foi publicado em 2014. A resposta remete ao título do artigo e do livro, já em 2014 Nichols expressava preocupação no sentido de que a especialização estava morrendo. Seu receio (lá em 2014) era que estivéssemos perdendo a capacidade de ouvir o que dizem os especialistas, processar esse conhecimento, e se for o caso, mudar nosso entendimento, pensamento ou maneira como nos comportamos, nos expressamos ou defendemos nosso ponto de vista, que poderia ser diferente do novo ponto de vista, até aquele momento. Certamente os especialistas não são imunes a erros, mas seus acertos serão sempre muito maiores do que os seus erros. Diz Nichols em tradução livre: “ A morte do especialista é uma rejeição não apenas do conhecimento, mas das maneiras pelas quais adquirimos conhecimento e aprendemos sobre as coisas. Fundamentalmente, é uma rejeição da ciência e da racionalidade, que são os fundamentos da própria civilização ocidental ”. Entre algumas comparações o autor cita que o conhecimento nos levou a criar a bomba atômica (talvez um lado ruim do conhecimento?) mas ofereceu inúmeros avanços como aterrissar gigantescos aviões sem nenhuma visibilidade. Eu incluiria avanços no campo da informática que ele não chegou a citar explicitamente nesta parte do texto, mas me pareceu implícito considerando um ponto que ele aborda mais adiante no seu texto, a questão das redes sociais.

Para Nichols , se esse comportamento estivesse restrito as questões políticas já seria ruim. Piora bastante quando pessoas com alguma projeção pessoal como a top model , atriz, comediante, escritora e ativista de terapias alternativas não comprovadas Jenny McCarthy defende a tese que acusa vacinas de causarem autismo e com isso consegue influenciar outras pessoas a não vacinarem seus filhos. Para este tipo de gente, diz Nichols em tradução livre: “ Discordar é insultar. Corrigir o outro é ser um odiador. E recusar-se a reconhecer visões alternativas, não importa quão fantásticas ou insanas, é ter a mente fechada ”.

Como chegamos a esse ponto? Em parte, devido aos avanços proporcionados pelos próprios especialistas em diversos ramos do conhecimento. Não só os avanços tecnológicos (informática, logística, indústria aeroespacial etc.) mas também no campo do conhecimento enquanto ciência comportamental (psicologia, sociologia, direito etc.). Esses avanços derrubaram obstáculos que dificultavam a exposição e disseminação de ideias não convencionais ou que a salvação pode vir dos lugares mais inusitados ou inesperados (só que não). Qualquer pessoa com acesso a um computador e a internet pode publicar blogs sobre qualquer assunto, pode fazer comentários anônimos nas redes sociais, é o tipo de gente que acha que basta editar uma lei (jurídica) para enquadrar, contrariar ou subverter uma lei da economia. Junto com essa democratização na possibilidade de expor nossas “opiniões verdadeiras e/ou incontestáveis” uma tendência de massificação do ensino de péssima qualidade produziu analfabetos funcionais aos montes. E então chegamos na receita perfeita para vivermos cercados de gente cheia de razão, de confiança e de falta de conhecimento, mas que não sabe disso. Estudante agora é cliente e/ou consumidor e instituições de ensino são prestadores de serviços, fornecedores de atendimento ao invés de instrução. Nesse mundo onde prevalece o atendimento e a satisfação do cliente a autoestima é muito mais importante do que a conquista (do conhecimento e do sucesso) e o desrespeito a esta autoestima é visto como uma ofensa maior do que algo que possa ser expressado com algum palavrão ou xingamento. Hoje em dia numa disputa entre 15 alunos todos ganham uma medalha e o vencedor por mérito tem seu valor diluído para que a autoestima dos que não chegaram nos primeiros lugares não seja castigada. Eu cheguei em último, mas na largada eu saí na frente de todos. Eu chequei em penúltimo, mas você viu como eu contornei aquela curva ali? Eu chequei em décimo, mas o meu tênis estava desamarrado. E por aí vai, sempre se encontra alguma coisa para melhorar a autoestima de quem não venceu.

Existe solução para esse mundo meio doido em que vivemos? Provavelmente não existe nada a curto prazo que possa ser feito. A transição de um mundo baseado em válvulas, revisões, evidências, pesquisas, debates entre especialistas, jornais e revistas impressas e que evoluiu para o mundo dos smartphones e da internet 4 ou 5G foi tão veloz que não deu tempo para nos prepararmos adequadamente para esse mundo altamente conectado, onde todo mundo é especialista em tudo, com diploma da Universidade Google. Nesse mundo o papel essencial do especialista é servir oferecendo seus conhecimentos. Nem sempre haverá um especialista por perto para nos iluminar com a combinação de conhecimento e experiência. Numa democracia toda e qualquer opinião de qualquer pessoa leiga tem valor e não pode nem deve ser desprezada, mas certamente ela não terá tanta importância quanto esta pessoa acha que tem. Como leigo uma análise política dessa pessoa não será tão boa quanto a análise de um jornalista especializado em política ou de um cientista social especializado em política pública.

Talvez essa pessoa leiga, mas cheia de ideias e de opiniões seja aquela pessoa com quem você convive em algum ambiente que você frequenta. É aquele tipo de pessoa que acha que todas as outras pessoas não conseguem reconhecer nela a “grande” capacidade e/ou competência que ela atribui incorretamente a si mesmo. Sendo incapaz de perceber que na verdade ela não tem essa capacidade e/ou competência que ela acha que tem esta pessoa não é capaz de entender por que as outras pessoas não lhe dão o devido valor que ela acha que merece. Talvez essa pessoa seja apenas alguém com ilusão de superioridade , incapaz de perceber em que nível ele está em comparação com o resto dos seus pares, sempre achando que sabe tudo que precisa, até que um dia a polícia bate na porta.

Link para o texto original: https://thefederalist.com/2014/01/17/the-death-of-expertise/

Vídeo do Tom Nichols (dá para ajustar legenda para português):

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